“Joaquim Rodrigues Parracho – Um Sonhador do Futuro”
Joaquim Parracho sonhou com um Museu, espaço de conhecimento e de partilha, onde a partir de objetos e recolhas do passado fosse possível a leitura do futuro. Sonhou com uma casa que pertencesse a todos.
Joaquim Rodrigues “Parracho” nasceu no dia 8 de maio de 1920, em Benavente, e morreu na sequência de um invulgar acidente, em 11 de outubro de 1989. Cumpriu o sonho da sua vida, a criação de um Museu em Benavente, e teve ainda a oportunidade de ver crescer este sonho que fez nascer.
Joaquim Parracho valorizou-se aos olhos de todos por descobrir, guardar, defender e apresentar coisas que o tempo pôs de lado, que a renovação tecnológica tornou obsoletos, mas que, com pó e já com defeitos são ainda uma lição, prestam um serviço cultural. Foi a este trabalho feito com interesse e paciência, que se devotou o nosso Parracho. E se o sentido científico lhe pode ter faltado, sobrou-lhe sempre o gosto, a intuição para agarrar e defender o objecto com valor para o futuro. O Joaquim é também um desenhador naïf, isto é, ingénuo, sincero. Mas acima de tudo, é um etnógrafo intuitivo, um incansável coleccionador da peça que “fala”, que é documento que alguma coisa nos diz.
Em 27 de novembro de 1982, Alfredo Betâmio de Almeida, apresentou desta forma Joaquim Parracho na homenagem que lhe foi dedicada por ocasião da inauguração da “Mostra Agrícola”, no Museu Municipal de Benavente.
A exposição estará patente na sala Joaquim Rodrigues Parracho até 28 de Outubro




